A esclerose múltipla é um diagnóstico sensível e requer suporte e cuidado para os pacientes. No dia 30 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o Dia Mundial voltado à conscientização sobre a doença, com o objetivo de promover a empatia e o respeito às pessoas diagnosticadas, para que possam viver melhor.
A esclerose múltipla, presente em 8 a cada 100 mil pessoas no país, é caracterizada por ser uma doença neurológica autoimune, em que ocorre a degradação da barreira de gordura que reveste os neurônios (mielina), comprometendo a comunicação entre os neurônios e as demais áreas do corpo e afetando diretamente o sistema nervoso central.
Com manifestações variadas, a depender de cada caso, o paciente tem os movimentos impactados, gerando dificuldade para andar, além de alterações na visão (visão dupla ou embaçada), sensação de cansaço, comprometimento da cognição, do humor e da memória, formigamento, entre outros sintomas. A doença possui fases de agravamento, pelas quais não necessariamente todos os pacientes passarão.
A qualidade de vida das pessoas com a condição varia bastante no decorrer do tempo, ocorrendo maior ou menor incidência dos sintomas característicos, que exigem cuidados específicos. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para que os pacientes tenham condições de acessar tratamentos mais eficazes, que atenuem o avanço da doença. Apesar de o diagnóstico ser mais comum entre os 20 e 50 anos, muitas pessoas passam toda a vida convivendo com a doença até as idades mais avançadas.
A rotina das pessoas com esclerose múltipla pode ser desafiadora, pois os impactos no trabalho, nos relacionamentos e na saúde emocional necessitam de compreensão por parte da sociedade, tornando os ambientes mais acolhedores e compreendendo que possíveis limitações não definem o indivíduo. Por isso, familiares e amigos são essenciais, pois uma rede de apoio auxilia esses pacientes a continuarem suas atividades e a se sentirem integrados à comunidade.
Ao identificar quaisquer sintomas, procure auxílio médico o mais breve possível. Se diagnosticada, os tratamentos para a doença envolvem várias técnicas, a depender dos sintomas presentes e do estágio atual da esclerose múltipla, sendo possível preservar a qualidade de vida e prosseguir com as atividades cotidianas.
A SPPrev acredita que promover a informação em saúde contribui para a construção de uma coletividade mais acolhedora aos pacientes com esclerose múltipla.
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Esclerose múltipla: desafios e possibilidades para quem convive com a condição
No Dia Mundial de Conscientização da doença autoimune, conheça as características e promova o respeito aos pacientes
29/05/2026
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