O dia 2 de abril foi instituído pela Organização Mundial da Saúde com o objetivo de ser um marco para a conscientização do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O Censo de 2022, realizado pelo IBGE, apontou que 2,4 milhões de brasileiros foram diagnosticados com TEA, um alerta para o combate ao preconceito e a promoção da inclusão das pessoas com esse transtorno na sociedade, que ainda enfrentam desafios ao pleno exercício da dignidade.
O Transtorno do Espectro Autista é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a interação social, a comunicação e o comportamento das pessoas autistas e apresenta diferentes níveis de necessidade de suporte. O autismo, em suas diferentes manifestações, pode envolver sensibilidades sensoriais, como sons, texturas e luzes, dificuldade de expressão, interesses específicos ou mesmo intensos por objetos, símbolos e padrões, além de, em certos casos, requerer uma rotina mais estruturada. Cada pessoa autista possui peculiaridades que devem ser consideradas para o correto acompanhamento.
As pessoas nascem com autismo e podem conviver com os sinais por anos sem um diagnóstico. Em pessoas idosas, alguns sinais que merecem atenção são observados, como dificuldades de relacionamento, repetição contínua de hábitos e assuntos e atenção focada em algo ou alguém. Esses sinais podem ser confundidos com outros quadros clínicos, por isso a importância de conhecer mais sobre o autismo e de garantir o acesso aos serviços de saúde apropriados. No Brasil, estima-se que cerca de 300 mil pessoas com mais de 60 anos convivam com o autismo, segundo pesquisa da PUC do Paraná, apurada pela jornalista Danielle Christofolli, da Veja.
Para o diagnóstico do autismo, um profissional especializado deve ser procurado e, quanto mais cedo for identificado, maiores são as chances de uma vida com mais qualidade. Além do diagnóstico, o acesso à informação pelas famílias e pela sociedade é importante para a compreensão do TEA e de suas dimensões.
Como dever enquanto parte da sociedade, todos os espaços devem garantir a inclusão da pessoa autista, por meio do combate aos estigmas e às barreiras sociais que prejudicam o seu desenvolvimento. A valorização da neurodiversidade é uma das formas de conscientização contra o capacitismo, assim como contribui para a construção de ambientes cada vez mais receptivos.
Especialmente em pessoas idosas recém-diagnosticadas, o acolhimento da família, com apoio à autonomia e fortalecimento de vínculos, é essencial para amenizar a incompreensão ao longo da vida quanto aos sinais do autismo, bem como para a adoção de ações que promovam a sensação de pertencimento e garantam condições para que sejam acompanhadas adequadamente, conforme suas características.
Por isso, a conscientização sobre o autismo é o caminho para a construção de uma sociedade plural e inclusiva, em que o respeito às diferenças seja um ideal a ser alcançado. A SPPrev incentiva o respeito e a inclusão das pessoas com autismo, sendo essa uma responsabilidade de todos nós.
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