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(Re)conhecer o autismo é o caminho para a inclusão

Uma sociedade plural se constrói com o respeito e a dignidade às pessoas autistas, valores reforçados no Dia Mundial de Conscientização do Autismo

02/04/2026
Foto ilustrativa

O dia 2 de abril foi instituído pela Organização Mundial da Saúde com o objetivo de ser um marco para a conscientização do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O Censo de 2022, realizado pelo IBGE, apontou que 2,4 milhões de brasileiros foram diagnosticados com TEA, um alerta para o combate ao preconceito e a promoção da inclusão das pessoas com esse transtorno na sociedade, que ainda enfrentam desafios ao pleno exercício da dignidade.

O Transtorno do Espectro Autista é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a interação social, a comunicação e o comportamento das pessoas autistas e apresenta diferentes níveis de necessidade de suporte. O autismo, em suas diferentes manifestações, pode envolver sensibilidades sensoriais, como sons, texturas e luzes, dificuldade de expressão, interesses específicos ou mesmo intensos por objetos, símbolos e padrões, além de, em certos casos, requerer uma rotina mais estruturada. Cada pessoa autista possui peculiaridades que devem ser consideradas para o correto acompanhamento.

As pessoas nascem com autismo e podem conviver com os sinais por anos sem um diagnóstico. Em pessoas idosas, alguns sinais que merecem atenção são observados, como dificuldades de relacionamento, repetição contínua de hábitos e assuntos e atenção focada em algo ou alguém. Esses sinais podem ser confundidos com outros quadros clínicos, por isso a importância de conhecer mais sobre o autismo e de garantir o acesso aos serviços de saúde apropriados. No Brasil, estima-se que cerca de 300 mil pessoas com mais de 60 anos convivam com o autismo, segundo pesquisa da PUC do Paraná, apurada pela jornalista Danielle Christofolli, da Veja. 

Para o diagnóstico do autismo, um profissional especializado deve ser procurado e, quanto mais cedo for identificado, maiores são as chances de uma vida com mais qualidade. Além do diagnóstico, o acesso à informação pelas famílias e pela sociedade é importante para a compreensão do TEA e de suas dimensões.

Como dever enquanto parte da sociedade, todos os espaços devem garantir a inclusão da pessoa autista, por meio do combate aos estigmas e às barreiras sociais que prejudicam o seu desenvolvimento. A valorização da neurodiversidade é uma das formas de conscientização contra o capacitismo, assim como contribui para a construção de ambientes cada vez mais receptivos.

Especialmente em pessoas idosas recém-diagnosticadas, o acolhimento da família, com apoio à autonomia e fortalecimento de vínculos, é essencial para amenizar a incompreensão ao longo da vida quanto aos sinais do autismo, bem como para a adoção de ações que promovam a sensação de pertencimento e garantam condições para que sejam acompanhadas adequadamente, conforme suas características.

Por isso, a conscientização sobre o autismo é o caminho para a construção de uma sociedade plural e inclusiva, em que o respeito às diferenças seja um ideal a ser alcançado. A SPPrev incentiva o respeito e a inclusão das pessoas com autismo, sendo essa uma responsabilidade de todos nós.
 
Saiba mais em:

https://autismoerealidade.org.br/2022/07/01/autismo-em-idosos-serie-amor-no-espectro-abre-portas-para-o-assunto/

https://jornal.usp.br/atualidades/pesquisa-americana-mostra-que-subiu-o-numero-de-idosos-com-mais-de-70-anos-portadores-de-autismo/

https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/autismo-em-idosos-uma-descoberta-que-impoe-novos-olhares-e-desafios/

https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/43464-censo-2022-identifica-2-4-milhoes-de-pessoas-diagnosticadas-com-autismo-no-brasil

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